Sertanejo universitário é um estilo musical que provém de uma mistura da música sertaneja, do segmento freestyle do funk carioca com toques e batidas provenientes do arrocha. É considerado o terceiro segmento na evolução da música sertaneja, estando atrás do sertanejo dito raiz e do sertanejo romântico, muito popular entre as décadas de 1980 e 1990 . Canções simples predominam nesse estilo, e por conta dos cantores do gênero serem em sua maioria jovens é considerado "universitário" . Em vez dos tradicionais acordeões e violões, sintetizadores e guitarras elétricas começaram a ser usadas com mais frequência nesse estilo de música. Esta variação se diferencia do sertanejo por ter mais elementos do pop, e linguagem informal.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
História do Sertanejo Universitário
Sertanejo universitário é um estilo musical que provém de uma mistura da música sertaneja, do segmento freestyle do funk carioca com toques e batidas provenientes do arrocha. É considerado o terceiro segmento na evolução da música sertaneja, estando atrás do sertanejo dito raiz e do sertanejo romântico, muito popular entre as décadas de 1980 e 1990 . Canções simples predominam nesse estilo, e por conta dos cantores do gênero serem em sua maioria jovens é considerado "universitário" . Em vez dos tradicionais acordeões e violões, sintetizadores e guitarras elétricas começaram a ser usadas com mais frequência nesse estilo de música. Esta variação se diferencia do sertanejo por ter mais elementos do pop, e linguagem informal.
Sertanejo universitário é um estilo musical que provém de uma mistura da música sertaneja, do segmento freestyle do funk carioca com toques e batidas provenientes do arrocha. É considerado o terceiro segmento na evolução da música sertaneja, estando atrás do sertanejo dito raiz e do sertanejo romântico, muito popular entre as décadas de 1980 e 1990 . Canções simples predominam nesse estilo, e por conta dos cantores do gênero serem em sua maioria jovens é considerado "universitário" . Em vez dos tradicionais acordeões e violões, sintetizadores e guitarras elétricas começaram a ser usadas com mais frequência nesse estilo de música. Esta variação se diferencia do sertanejo por ter mais elementos do pop, e linguagem informal.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Diversidade Musical no Brasil
O Brasil é um país com uma enorme diversidade musical. Com gêneros como a MPB, a bossa nova, o choro, o sertanejo, a marchinha, o brega, o baião, o samba, a jovem guarda, o frevo, o rock, o jazz, o reggae, o pop, o heavy metal, o funk, o pagode, o axé, o frevo, a musica nativista...
Mesmo com tanta diversidade, nem todos dão valor ao que é produzido aqui, os adolescentes são um bom exemplo, eles preferem ouvir o que vem de fora a ouvir o que é produzido no Brasil.
Jéssica P. Silva
terça-feira, 25 de agosto de 2015
Vários projetos foram desenvolvidos através da música,com intuito de tirar crianças das ruas, dar a elas novos conhecimentos, novas culturas e utilizar a música para alcançar esses novos desafios é de grande importância, pois as crianças apresentam grande interesse por tudo que a música pode oferecer como o canto, o ritmo, a dança, os instrumentos dentre outros e utilizar desse meio para construir novos saberes é maravilhoso . Segue abaixo um projeto social com música muito interessante,não deixe de ler !
http://www.institutoembratel21.org.br/projetos/acaosocial.php
( ALCIONE MOREIRA)
Ação Social Pela Música
O projeto que viabiliza programas de prática musical para crianças e adolescentes de comunidades de baixa renda segue o modelo de ação social já existente em diversos países da América Latina, orientado para jovens submetidos a graves iniquidades pela recorrência da fome, da violência e da exposição ao crime.
Através da criação de núcleos comunitários que estão sendo implantados na cidade do Rio de Janeiro, 800 crianças e adolescentes das comunidades Dona Marta, Babilônia, Pavão-Pavãozinho, Chapéu Mangueira, Complexo do Alemão e Complexo da Penha poderão desenvolver atividades musicais de diferentes tipos: aula de teoria e prática musical, aprendizado de instrumentos orquestrais, coral, luthieria (reparo, manutenção e construção de instrumentos), conhecimentos gerais, frequentar ensaios e concertos das orquestras sinfônicas do Rio de Janeiro. Além disso, possuem atendimento psicológico e social, atendimento às famílias, alimentação e cesta básica.
O objetivo do Instituto Embratel junto à Ação Social pela Música é promover o desenvolvimento social não só permitindo o acesso à tecnologia, mas também oferecendo os aportes necessários para uma educação incluída de conhecimentos e habilidades, que podem despertar no indivíduo um potencial transformador.
Ação Social pela Música é uma iniciativa vinculada à ONG homônima criada há 15 anos pelo maestro David Machado, com a finalidade de promover o desenvolvimento social através da música. A coordenação do projeto está a cargo da violoncelista profissional Fiorella Solares.
A iniciativa agrega os familiares e vizinhos dos jovens participantes, contribuindo para a melhoria de suas relações no cotidiano e amplia as ferramentas de conexão da comunidade com a cidade e com a sociedade como um todo. A sede de Ação Social pela Música do Brasil funciona na comunidade Dona Marta, no Rio de Janeiro – localidade que há pouco mais de um ano estava sob o jugo de facções criminosas e que hoje conta com Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
http://www.institutoembratel21.org.br/projetos/acaosocial.php A iniciativa agrega os familiares e vizinhos dos jovens participantes, contribuindo para a melhoria de suas relações no cotidiano e amplia as ferramentas de conexão da comunidade com a cidade e com a sociedade como um todo. A sede de Ação Social pela Música do Brasil funciona na comunidade Dona Marta, no Rio de Janeiro – localidade que há pouco mais de um ano estava sob o jugo de facções criminosas e que hoje conta com Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
( ALCIONE MOREIRA)
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Superação através da música.
www.ibccoaching.com.br › ... › Exemplos de Superação
Inúmeras são as histórias de superação de vida,onde pessoas utilizam a música como motivação para seguir à diante.Entre elas está a linda história do famosos maestro João Carlos Martins,que aos 5 anos,após uma operação mal sucedida para a retirada de um tumor benigno,ficou abatido,triste e seu pai ao ver o comportamento do filho,deu-lhe de presente um piano e o incentivou a estudar.Aos 8 anos foi submetido a uma segunda cirurgia e ficou bem,que o deixou confiante e dedicado ao piano,seguindo assim a carreira de pianista.
Teve o prazer de tocar nos maiores teatros do mundo,até que um acidente comprometeu seus movimentos do lado direito do corpo que o impedia de tocar piano com as duas mãos.E como se isso já não fosse o bastante, 5 anos após o acidente,descobriram um tumor em sua mão esquerda.
Aos 63 anos ele ouviu de seu médico que nunca mais ele tocaria piano.Morre um pianista e nasce um maestro.No dia seguinte João Carlos Martins se inscreveu em aula de regência e se apresentou em países com Paris e Londres,formou a Orquestra Bachiana Filarmônica,trabalhou com jovens carentes dos bairros da periferia de São Paulo,sempre se lembrando do que seu pai lhe dizia:"Persiga seu sonho porque um dia ele virá atrás de você."
O maestro João Carlos Martins defende de corpo e alma que a música é libertária,uma ferramenta para a reabilitação social.
Essa linda história de superação nos mostra que independente das dificuldades e limitações impostas pela vida,não devemos nos integrar e desistir e sim buscar motivações que nos ajudem a superar e com certeza a música é uma delas.
"Um exemplo de vida,automotivação e superação!"
Preconceito musical
Somos um país com variedades
de estilos musicais. Mas ainda há massacres preconceituosos pelo estilo que
cada um escolhe. Um bancário não pode gostar de funk ou rock? Porque dizer que
quem gosta de forró é brega? E o sertanejo é coisa de interior? Não se deve
definir a personalidade de um indivíduo pelo gosto musical. E hoje há uma
grande mistura nas preferências musicais. Mesmo assim, ainda existe muito
preconceito com a escolha de cada um.
Pergunta para uma garota o gosto musical e ela
responde que gosta do Funk, já leva um indivíduo a pensar que a garota é
vulgar. Até ela dizer que detesta as letras pesadas de apologia. Se o mesmo
acontecer com um rapaz, vão pensar que ele é da criminalidade.
Não podemos generalizar por
gosto musicais e sim por conduta;
A discriminação sobre os
ritmos mais recentes, como o funk e o tecnobrega, não são muito diferentes, mas
carregam também um amplo fator social. No caso do pancadão carioca, a estrutura
lírica ainda contribui para este distanciamento. O funk tem sim letras
‘proibidonas’, sexistas e machistas, mas a pessoa sequer ouve o funk menos
agressivo e já iguala tudo no ‘ruim’. Já no caso do tecnobrega, o preconceito é
pelo desconhecido mesmo.
É sempre bom lembrar que existe uma grande
diferença entre expressar opinião e julgar: o respeito.
Agora a opinião de vocês,
o que acham de tudo isso?
Jéssica P. Silva
sábado, 22 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Um pouco da historia do forró!
O QUE É:
O forró é uma dança popular de origem nordestina, essas dança é acompanhada de música, que possui o mesmo nome da dança. A música de forró possui temática ligada aos aspectos culturais e cotidianos da região Nordeste do Brasil.
A HISTÓRIA:
Pesquisadores dizem que o forró surgiu no século XIX, nesta época, como as pista de dança eram de barro batido, era necessário molha-las antes, para que a poeira não levantasse. As pessoas dançavam arrastando os pés para evitar que a poeira subisse.
ORIGEM DO NOME:
A palavra forró deriva da abreviação de forrobodó, que significa arrasta-pé, confusão, farra.
CARACTERÍSTICAS:
Uma das principais caracteristicas do forró é o ato de arrasta os pés durante a a dança. embora seja tipicamente nordestino, o forró espalhou-se pelo Brasil fazendo grande sucesso. foram imigrantes nordestinos que espalharam o forró, principalmente nas décadas de 1960 e 1970.
Atualmente existe vários gêneros de forró: forró eletrônico, forró tradicional, forró universitário e o forro pé de serra.
PRINCIPAIS CANTORES E BANDAS DE FORRÓ:
-Alceu Valença
-Banda Calypso
-Beto Barbosa
-Calcinha Preta
- Chico Salles
-Dominguinhos
-Elba Ramalho
-Frank Aguiar
-Genival Lacerda
-Jackson do Pandeiro
-Limão com Mel
-Luiz Gonzaga
-Mastruz com Leite
-Oswaldinho do Acorde
-Sivuca
-Zé Ramalho
DIA DO FORRÓ:
É comemorado em 13 de dezembro o Dia Nacional do Forró.
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
A diversidade do samba no nosso país
A diversidade do samba no nosso país
Podemos considerar o samba como a espinha dorsal da música brasileira. Ele é um dos gêneros mais presentes em todo o país e é considerado por muitos como o principal representante de nossa cultura. Como cita o estudioso Allessandro Dias: “o samba nasceu na Bahia, cresceu no Rio de Janeiro e teve filhos por todos os cantos do país.” Existem muitos estilos (e períodos) dentro do samba: o samba de roda, o samba de escola de samba (samba enredo), o samba choro, o samba canção, o samba jazz, o partido alto, o pagode, o samba rock, o samba funk, o samba reggae, o sambalanço, entre muitos outros. Sua instrumentação varia muito dependendo de qual estilo estamos nos referindo, porém, podemos citar alguns instrumentos típicos do samba, como: o pandeiro, o violão, o cavaquinho e o surdo. Entretanto, quando vemos uma “Escola de Samba”, por exemplo, podemos enumerar dezenas de instrumentos, dentre eles: a caixa, o ganzá, o tamborim, o agogô, o repique (ou repinique), os surdos, a cuíca, o reco-reco, entre muitos outros.
Curiosidade 1: Quando falamos “Samba” estamos “generalizando” os vários estilos de samba, por isso se chama “Gênero”. E quando falamos de cada tipo de samba, estamos falando dos “Estilos”. O ritmo é só um elemento dentro das várias coisas que caracterizam um estilo (tem que ver também a letra, instrumentação, dança, lugar de onde veio, arranjo, vestimentas, etc), portanto, apenas com o ritmo as vezes não conseguimos identificar qual é o estilo. Mas isso não importa. O que importa é que o samba talvez seja a manifestação mais presente em todo o Brasil e que foi tomado como principal símbolo da cultura brasileira.
Curiosidade 2: O Samba exaltação O samba sempre foi usado como símbolo de “brasilidade”. Sabemos que o Brasil possui uma imensa diversidade de povos, culturas, sotaques e músicas. Entretanto, o samba foi usado para se criar uma espécie de “identidade Nacional”, ou seja, para que todos nós nos sentíssemos brasileiros quando ouvíssemos samba. Isso ocorreu mais intensamente na época de Getúlio Vargas, que apoiava o sentimento de nacionalismo e de patriotismo e queria criar uma identidade brasileira. Foi então nessa época que o “samba exaltação” mais fez sucesso. As suas letras falavam das qualidades do Brasil e de sua beleza natural, além de tentar criar um certo “orgulho” de ser brasileiro. Foi também nessa época que foi criado o personagem da Disney “Zé Carioca” e que a cantora Carmem Miranda fez um sucesso incrível nos Estados Unidos e em vários lugares do mundo, cantando as coisas do Brasil. Podemos citar o compositor Ary Barroso como o principal representante do “Samba exaltação”.
Abaixo está disponibilizado o link do site contendo mais informações e de onde se deu a fonte de pesquisa da publicação.
http://anacruse.com.br/generos-e-estilos-da-musica-brasileira/
Paula Beatrice
Podemos julgar a pessoa pelo seu estilo musical?
Cada pessoa costuma ter em seu mp3 ou celular as músicas que mais gosta de ouvir e frequentemente seu gosto musical interfere em sua forma de falar e se vestir.
Diante de tanta diversidade musical existentem pessoas se atraem por aquele estilo que mais lhe agrada. Entretanto alguns estilos são julgados por nós devido a história que este teve em nosso país, como o funk que por ser muito ouvido em favelas brasileiras ficou taxado como sendo um estilo de marginal, mas todo mundo que mora em favela é bandido? Todo mundo que ouve funk é viciado? É claro que não. Embora o funkeiro costume usar roupas largas, boné para trás; o roqueiro usar roupas escuras e algumas vezes olhos pintados de preto, não se pode jungar a índole dessas pessoas a partir disso e assim cada estilo se relaciona apenas a uma opção pessoal e não ao caráter da pessoa.
Normalmente a música se relaciona com a história de vida de cada um, onde ela marca algum momento especial de nossas vidas e ouvi-lá é como voltar no tempo, dessa forma as predileções quanto as músicas são formadas mas de forma alguma pode-se julgar alguém por aquilo que ela ouve.
Por Camila Nelis
Por Camila Nelis
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Trabalhando com diferentes estilos musicais na educação
A música faz parte da nossa trajetória de vida de várias formas, através de cantigas de roda, músicas infantis, hino de igreja, músicas que escutamos na rádio, na televisão, dentre outras. Dessa forma, não poderiam estar excluídas do processo educacional.
De acordo com os documentos do Referencial Curricular para Educação Infantil (RCNEI):
"A música é a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. A música está presente em todas as culturas, nas mais diversas situações: festas e comemorações, rituais religiosos, manifestações cívicas, políticas etc." (BRASIL, 1998, p. 45).
Partindo dessa premissa devemos incluir a música em nossa prática pedagógica, no intuito de trabalhar os conteúdos de forma prazerosa,pois nos relacionamos com a música mesmo que de forma inconsciente, a criança por exemplo,a partir de suas brincadeiras costumam imitar sons que ouvem de outras músicas construindo suas próprias letras, experiência esta, que permite seu desenvolvimento, sua criação.
"Através da música, as crianças aprendem a conhecer-se a si próprias, aos outros e à vida. E, o que é mais importante, através da música as crianças são mais capazes de desenvolver e sustentar a sua imaginação e criatividade ousada. Dado que não se passa um dia sem que, duma forma ou doutra, as crianças não ouçam ou participem em [sic] música, é-lhes vantajoso que a compreendam. Apenas então poderão aprender a apreciar, ouvir e participar na música que acham ser boa, e é através dessa percepção que a vida ganha mais sentido." (Gordon, 2000,p. 6)Através das relações pessoais que as crianças, os adolescentes desenvolvem na escola, no seu grupo social,os permitem interagir com culturas diversificadas e através da música essa interação poderá se dar de forma mais agradável e espontânea, onde poderão ser trabalhados vários ritmos, estilos e letras de músicas.
Outra maneira de trabalhar o ensino musical com as crianças proposta pelos RCNEI é a apreciação musical. De acordo com Brasil (1998), o trabalho com apreciação musical poderá proporcionar a ampliação e o enriquecimento de saberes relacionados à produção da área, além de ampliar o repertório das crianças. Por meio da escuta e de conversas podem ser trabalhados aspectos referentes à diversidade de instrumentos musicais existentes e suas maneiras de produção de som e também as diferentes possibilidades de combiná-los resultando em diversas formações instrumentais. Podem também serem discutidas as diferentes formas como a voz é trabalhada, suas possibilidades, classificação (tessitura ) e diferentes formações onde são empregadas.Além de trabalhar com músicas que estão relacionadas ao estilo musical do qual as crianças estão acostumadas a ouvir, trabalhar com outras que não fazem parte do seu cotidiano também é fundamental, pois assim desenvolverão seu conhecimento musical conhecendo novas estilos, novas culturas e aprenderá respeitá-las.
O ensino de música nas escolas, pode contribuir não só para
a formação musical dos alunos, mas principalmente como uma ferramenta eficiente
de transformação social, onde o ambiente de ensino e aprendizagem pode
proporcionar o respeito, a amizade, a cooperação e a reflexão tão importantes e
necessárias para a formação humana. Dessa forma, é interessante que ela esteja
presente no ambiente escolar.
Abaixo está disponibilizado o link do site contendo mais informações e de onde se deu a fonte de pesquisa da publicação. Alcione Moreira!
Abaixo está disponibilizado o link do site contendo mais informações e de onde se deu a fonte de pesquisa da publicação. Alcione Moreira!
(www.cadernosdapedagogia.ufscar.br/index.php/cp/article/view/180/106)
sábado, 15 de agosto de 2015
A história da música no Brasil
A música do Brasil formou-se, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores portugueses e pelos escravos.
Até o século XIX Portugal foi a porta de entrada para a maior parte das influências que construíram a músicabrasileira, erudita e popular, introduzindo a maioria do instrumental, o sistema harmônico, a literatura musical e boa parcela das formas musicais cultivadas no país ao longo dos séculos, ainda que diversos destes elementos não fosse de origem portuguesa, mas genericamente europeia. A maior contribuição do elemento africano foi a diversidaderítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e folclórica, florescendo especialmente a partir do século XX. O indígena praticamente não deixou traços seus na corrente principal, salvo em alguns gêneros do folclore, sendo em sua maioria um participante passivo nas imposições da cultura colonizadora.
Ao longo do tempo e com o crescente intercâmbio cultural com outros países além da metrópole portuguesa, elementos musicais típicos de outros países se tornariam importantes, como foi o caso da voga operística italiana efrancesa e das danças como a zarzuela, o bolero e habanera de origemespanhola, e as valsas e polcasgermânicas, muito populares entre osséculos XVIII e XIX, e o jazz norte-americano no século XX, que encontraram todos um fértil terreno no Brasil para enraizamento e transformação.
Com o importante influxo de elementos melódicos e rítmicos africanos, a partir de fins do século XVIII, a música popular começa a adquirir uma sonoridade caracteristicamente brasileira. Na música erudita, contudo, aquela diversidade de elementos só apareceria bem mais tarde. Assim, naquele momento, tratava-se de seguir - dentro das possibilidades técnicas locais, bastante modestas em relação aos grandes centros europeus ou mesmo em comparação com o Méxicoe o Peru - o que acontecia na Europa e, em grau menor, na América espanhola. Uma produção de caráter especificamente brasileiro na música erudita só aconteceria após a grande síntese realizada por Villa Lobos, já em meados do século XX.
Primórdios
O que se conhece dos primeiros tempos da música erudita no Brasil é muito pouco. Não se pode pintar um panorama da música nacional durante os dois primeiros séculos de colonização sem sermos obrigados a deixar amplos espaços em branco. Os primeiros registros de atividade musical consistente provêm da atividade dos padres jesuítas, estabelecidos aqui desde 1549. Dez anos depois já haviam fundado aldeamentos para os índios (as chamadas reduções) com alguma uma estrutura educativa musical. Neste início, ainda com escasso número de cidades, mesmo as mais importantes não passando de pequenos povoados, também é lembrada a atividade deFrancisco de Vaccas como mestre-de-capela e Pedro da Fonseca[desambiguação necessária] comoorganista, ambos ativos na Sé deSalvador.[1]
Ruínas de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, um dos aldeamentos Jesuítas onde se praticava música com alto grau de complexidade e refinamento.
Um século mais tarde as reduções do sul do Brasil, fundadas por jesuítas espanhóis, conheceriam um florescimento cultural vigoroso e exuberante, onde funcionaram verdadeiros conservatórios musicais, e relatos de época atestam a fascinação do índio pela música da Europa e sua competente participação tanto na construção de instrumentos como na prática instrumental e vocal.[2] Os padrões de estilo e interpretação eram naturalmente todos da cultura da Europa, e o objetivo desta musicalização do gentio era acima de tudo catequético, com escassa ou nula contribuição criativa original de sua parte. Com o passar dos anos os índios remanescentes dos massacres e epidemias foram se retirando para regiões mais remotas do Brasil, fugindo do contato com o branco, e sua participação na vida musical nacional foi decrescendo até quase desaparecer por completo.[3]
O mesmo caso de dominação cultural ocorreu no caso do negro, cuja cultura foi tão decisiva para a formação da música brasileira atual, especialmente a popular. Mesmo com a vinda de maciços contingentes de escravos daÁfrica a partir do século XVI, sua raça era considerada inferior e desprezível demais para ser levada a sério pela cultura oficial. Mas seu destino seria diferente do do índio. Logo sua musicalidade foi notada pelo colonizador, e sendo uma etnia mais prontamente integrável à cultura dominante do que os arredios índios, grande número de negros e mulatospassaram a ser educados musicalmente - dentro dos padrões portugueses, naturalmente - formandoorquestras e bandas que eram muito louvadas pela qualidade de seu desempenho. Mas a contribuição autenticamente negra à música erudita brasileira teria de esperar até o século XX para poder se manifestar em toda sua riqueza. É importante assinalar ainda a formação de irmandades de músicos a partir do século XVII, algumas integradas somente por negros e mulatos, irmandades estas que passariam a monopolizar a escrita e execução de música em boa parte do Brasil.
(https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Música_do_Brasil)
É fato que a musica brasileira é muito variada, e toda sua história contribui para essa diversidade. Valorizar a cultura musical brasileira é valoriazar a história desse país rico em cultura e diferenças que o destacam entre tantos países nesse mundo.
(Por Camila Nelis)
É fato que a musica brasileira é muito variada, e toda sua história contribui para essa diversidade. Valorizar a cultura musical brasileira é valoriazar a história desse país rico em cultura e diferenças que o destacam entre tantos países nesse mundo.
(Por Camila Nelis)
Assinar:
Comentários (Atom)


